foi no sentido de lutar por um mundo mais natural que a Espiral nasceu em 1978, inscrevendo-se num amplo movimento de consciência social que se iniciou nos anos 60 e que se caracteriza pelo crescente despertar do amor pela natureza com “arte e força”, para que o futuro da Humanidade seja possível e digno.

Hoje, essa consciência alargou-se a amplas camadas da sociedade e começa-se a enfrentar uma dura e amarga realidade:  nem os alimentos industrializados nem os avanços tecnológicos podem modificar o facto de a sobrevivência da humanidade depender da qualidade biológica, da pureza do ar, da água, do solo e, por consequência, da cadeia alimentar.

Mas muito caminho há ainda a percorrer:  milhões de animais são criados industrialmente para consumo humano em condições deploráveis e inaceitáveis, com pesadas consequências para a saúde pública e do planeta. Centenas de espécies animais e vegetais correm sérios perigos de sobrevivência. O ser humano esquece-se que a própria sobrevivência do Homo Sapiens depende justamente dos mesmos ciclos ecológicos, aos quais pertencem inúmeros animais e plantas já extintos ou em vias de extinção, por causa da contaminação e da deterioração do meio ambiente e das consequentes alterações climáticas, tudo provocado por uma acumulação sem precedentes e criminosa de resíduos tóxicos e poluentes.

Às constantes agressões a que o homem está sujeito, quer em termos de poluição ambiental, stress, medicina quimioterápica e sintomática, junta-se hoje uma alimentação desequilibrada, excessivamente rica em proteína e gordura animais, produtos refinados e conservados, excesso de açúcar e sal, e pobre em vegetais, legumes e frutos.

Apesar da consciência social destes problemas ter dado um salto enorme nestas últimas décadas, a vontade política continua muito lenta a tomar e a implementar decisões, continuando os grandes interesses económicos a ter um peso prioritário. 

Mas o planeta não pode esperar.

Nós não podemos esperar